terça-feira, 21 de julho de 2009

A anatomia de Grey's Anatomy

DO QUE É FEITO O SUCESSO?

Quando eu soube da existência de Grey's Anatomy fiquei curiosa, mas não fui correndo ver do que se tratava, mesmo sabendo que seriados com temática médica tendem a ser sucesso na certa. Exemplo mais do que consagrado é ER (Plantão Médico/Globo). Talvez, tenha sido este último citado o responsável por não me fazer correr para ver Grey's. Eu gostava de ER, mas é verdade que sempre foi um seriado muito triste.

Mas não é que Grey's Anatomy, apesar da temática, não tinha a carga dramática pesada que ER sempre carregou?! Eu e Grey's Anatomy: foi amor à primeira vista. Desde o 1º episódio assistido.

O final da 5ª temporada foi o que se pode chamar de "bombástico". É verdade que já faz um tempinho que acabou, mas não custa nada comentar aqui. O desfecho (sabiamente dividido em 2 episódios seguidos) teve um ar de libertação para seus personagens.

Melhores cenas?

1. Izzie e George (que sempre foram melhores amigos desde a 1ª temporada), em uma cena simples, uma simples conversa, onde ele mostra o quanto a conhece. Cena esta que, normalmente, não emocionaria, não fosse o fato de estarem os dois, já há algum tempo, afastados e ela, à beira da morte.
2. A cena em que Meredith descobre que o paciente desfigurado por um acidente que estava atendendo o episódio inteiro era, na verdade, o George.
3. Dra. Bailey desabafando com o Chief sobre o fato de não poder continuar com seu casamento.
4. Karev desabafando com Izzie (com perda de memória recente, como a Dori/Procurando Nemo) achando que ela esqueceria todas as ofensivas palavras dele em cinco minutos. E ela não esqueceu!
5. Meredith e Derek se casando no vestiário e registrando seus votos no post-it azul.
6. Dra. Bailey obrigando a equipe toda a tentar convencer George (antes de saber que ele havia sofrido um acidente) a desistir de ir para o Iraque.
7. Cristina Yang, apesar de toda a sua insensibilidade (já não tão presente assim) se declarando para o Dr. Hunt.
8. A triste cena final, onde George e Izzie se encontram no elevador depois de ambos terem paradas cardíacas simultâneas. Essa cena é crucial. Mas por qual motivo?

Simplesmente porque na noite em que Denny Duquette (grande amor de Izzie) morreu, ela estava entrando no elevador do hospital (que é quase tão personagem quanto os outros), com o vestido de baile vermelho, para vê-lo. Sem contar que esse elevador sempre testemunhou os encontros mais complicados e decisivos da série. E Denny Duquette tem sido a alucinação de Izzie para alertá-la de que alguma coisa não ia bem com sua saúde, caso contrário, ela não teria alucinações com ele.

E ver George e Izzie se encontrando dessa forma, só traz de volta uma fórmula já usada anteriormente em Grey's: um estágio "pré-morte" pelo qual Meredith, inclusive, já passou quando se afogou no episódio do acidente da Balsa.

Nesse final, Grey's abusou, de maneira precisa, das suas boas fórmulas. Ao mostrar as peculiares afinidades dos melhores amigos Izzie e George, Cristina e Meredith, Derek e Sloane. Ao mostrar a complexidade do relacionamento de Meredith e Derek, a dificuldade de Cristina em aceitar seus sentimentos pelo charmoso Dr. Hunt e sua total redenção desde que passou a acompanhar o sofrimento de Izzie lutando pela vida. Dra. Bailey sempre devotada à medicina e a seus pupilos, sofrendo quando viu que George, ao decidir ir para o Iraque, estaria cometendo um grande erro.
Foi como pegar o melhor das 5 temporadas e fazer um drink. E deu certo!

Triste ver que Izzie e George podem realmente morrer e a 6ª temporada começar sem eles? Triste sim. Porém, já tem sido amplamente divulgado que Izzie volta, mas George não, por opção de seu intérprete, T.R. Knight.

Como se não bastassem os personagens e toda a trama sempre muito bem construída (ainda que tenham reclamado de algumas decisões de sua criadora no meio do caminho), Grey's trouxe, nessa 5ª temporada, tudo o que a consagrou entre as melhores séries da atualidade. Sem contar a trilha sonora que é sempre um arraso!

Essa é uma daquelas séries que fazem sucesso e entram para a história usando fórmulas já consagradas, e delas criando outras com sabedoria própria, como qualquer obra do mundo das séries deve fazer para se tornar grande.

Grande, como Grey's Anatomy!

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